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16 de março de 2018

Manuel Oliveira Cavalcanti Neto lança livro no Varela

O ambulatório do Hospital Infantil Varela Santiago recebeu na tarde dessa quinta-feira, dia 15, mais um importante lançamento de livro. Dessa vez foi o engenheiro civil Manuel Oliveira Cavalcanti Neto, de 71 anos, que – após ler diversos livros que lançam dúvidas sobre o processo de descobrimento do Brasil, acabou por iniciar, no ano passado, uma ampla pesquisa sobre a possibilidade de a expedição de Pedro Álvares Cabral ter desembarcado nas águas tranquilas do Cabo de São Roque, em Touros, no litoral do Rio Grande do Norte. A investigação virou o livro “1500: de Portugal ao saliente potiguar”.

Toda a renda do livro será revertida para a manutenção dos serviços hospitalares do Varela. “Eu não queria aceitar a verdade absoluta. Até porque, ao longo dos anos, várias provas surgiram para derrubar a tese da descoberta pela Bahia. Além disso, as vendas podem ajudar na manutenção da unidade hospitalar”, diz Manuel Oliveira. A obra é a primeira incursão do engenheiro na literatura. “Eu sempre gostei de fazer pesquisas e de me aprofundar nos assuntos relacionados à história”, explica. A investigação para o trabalho começou a partir da leitura dos livros do historiador natalense Lenine Pinto Barros – “Reinvenção do Descobrimento”, “Ainda a Questão do Descobrimento” e “O Mando do Mar” (2015).

“Passei a fazer uma pesquisa mais ampla sobre o assunto. Iniciei os trabalhos em março de 2016. Fui para Portugal e analisei documentos históricos do governo português. Muitos, inclusive, negligenciados pelos historiadores brasileiros”, detalha. Boa parte das análises foram feitas no Museu da Torre do Tombo, em Lisboa, o maior acervo relacionado às navegações. Um destes documento é o mapa de Alberto Cantino, de 1502, que traz os contornos do litoral brasileiro.

O documento traz informações sobre a ocorrência de serras e da vegetação na área nomeada de Cabo de São Jorge – no local do desembarque de Cabral. No entanto, a descrição não bate com o ocorre na praia baiana, mas é idêntica ao que se encontrada no atual Cabo de São Roque, no litoral potiguar. A ideia do autor do livro é ajudar na reforma dos atuais registros da história.  “Já temos dados e as informações necessárias para reconstruir a história oficial. Meu livro é mais uma ferramenta para referendar a descoberta do Brasil a partir do Rio Grande do Norte”, finaliza.

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